Meu amigo quer saber o por quê de eu gostar dela

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Porque imagino que viver sem ela
seria como comer canjica sem canela

Seria um desafio
Vê-la e não sentir aquele arrepio ,
perceber que as espinhas saem do lugar
isso é a loucura de poder  amar

Mas o cupido é um tremendo carrasco
jogou açúcar no meu churrasco
me empurrou só de cueca na chuva
me afogou nas lembranças daquelas curvas

Ela é a estrada que sempre quero enfrentar
a trilha perigosa que faço questão de percorrer
o banquete venenoso que quero desfruir
a dose doce e prudente do meu licor
a portadora da delicadeza e do glamour

Maldito cupido que erra as flechadas
acho que os óculos que usa tem a lentes trocadas
Melhor voltar pro céu pra poder viver no ócio
Pois lhe digo que juntar pessoas não é seu negócio

Nova declaração

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Deixa eu participar da tua vida
e te ajudar a cicatrizar essa ferida
por mim, preferiria curar
mas os rabiscos de Deus ninguém pode apagar

Coração sem par
alma sem complemento
sentimento incerto
futuro sem julgamento

Teu lindo semblante me conduz
a algo que não se traduz
quisera eu que não fosse o amor
mas sim, o amor é o ator do meu filme da vida

E sigo sempre assim
preenchendo a solidão com poucas alegrias
mas a felicidade também é portadora de alergias

Coração sem par
alma sem complemento
sentimento incerto
futuro sem julgamento

O que se guarda no coração

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O que se guarda no coração
Não se pode guardar numa carteira
Não se guarda em uma sacola de feira
Nem em uma grande caixa de papelão

O que se guarda no coração
Não tem extensão
Não tem volume
Não chega ao cume
Não tem medição

O que se guarda no coração
É misterioso e oculto
Mas não são fantasmas ou vulto
Nem seres de outra dimensão

O que se guarda no coração
É o que se guarda dentro do infinito
Por isso os pensamentos não entram em conflito
Grande e espaçoso é o coração

Coletivo Arteliteratura Caimbé: Levando poesia e livros para a Vila União, no inte...

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Sexta feira passada, participei como  auxiliador em uma oficina sobre Poesia Falada realizado pelo Coletivo Arteliteratura Caimbé que tem como objetivo fomentar a cidadania usando a literatura como ferramenta principal.
Foi minha primeira experiência e digo que estou feliz até hoje por ter participado.

Eis a postagem do blog:
 
Semana passada fomos dar uma volta no interior do Estado. Convidados pela escola estadual Otília Souza Pinto, retornamos para a Vila União, no Cantá, lugar onde havíamos estado em 2009, conforme vocês podem conferir na postagem disponível em nosso antigo blog. 
A viagem foi de 120 km entre Boa Vista e a Vila, intercalando asfalto e piçarra, lavrado e selva, mata e áreas de pecuária e agricultura. O convite novamente partiu do professor de literatura José Vilson Martins Filho, que estava à frente da I Sexta Cultural Literária da escola. 




 A equipe do Coletivo Caimbé foi formada pelos poetas Edgar Borges, Rodrigo Mebs e Brendo Vieira. Estes dois nunca haviam passeado por aquelas bandas do Estado e ficaram muito empolgados em conhecer a região e ter contato com os estudantes.  
Passeio na vila. Casa de adobe e pose de capa de disco

Brendo Vieira e Rodrigo Mebs 
Rodrigo e Brendo ministraram pela manhã uma oficina de declamação de poemas para duas turmas da escola. 


A primeira turma, com Rodrigo Mebs, Brendo Vieira e os livros sorteados


Brendo Vieira

A segunda turma

Também se apresentaram no encerramento da programação, dando um show de interpretação no meio da quadra da escola e deixando todo mundo maravilhado com as performances.
 




A escola apresentou os banners com poesias e microcontos produzidos por Edgar Borges



Quem participou das oficinas concorreu em dois sorteios de livros de contos e poemas. As obras que saíram de Boa Vista para alegrar os leitores do Cantá foram Sem Grandes Delongas e Colcha de Retalhos, livros de microcontos, respectivamente, de Edgar Borges e do escritor paranaense Rodrigo Domit; Gaudério, de Edison Eroquês Daniel Velho; e o volume 7 da coletânea Poesia do Brasil/Proyecto Cultural Sur-Brasil.
Foi muito bonito perceber que, imediatamente após deixaram a oficina, os ganhadores já começaram a ler os livros e a comentá-los com os colegas, fazendo as histórias e os versos circularem no Cantá. 
Olha os depoimentos de nossos amigos poetas a respeito da viagem: 
Rodrigo Mebs
“O Coletivo Arteliteratura Caimbé me proporcionou uma experiência deveras gratificante. Pela primeira vez ministrei minha oficina de poesia falada e pude dividir um pouco do meu conhecimento na arte de fazer as palavras preencherem o ar com ritmo e musicalidade.A interação com os alunos foi muito produtiva, e me deixou super orgulhoso do trabalho realizado. Fiquei positivamente surpreso com a atenção dos funcionários e professores da Escola. Além disso tudo ainda pude conhecer uma região verdadeiramente linda. Enfim, foi tudo de bom! Quero voltar em breve. Obrigado a todos os envolvidos neste projeto!”
Já Brendo Vieira contou que
“Foi um dia memorável para mim. Recebi o convite do Coletivo Arteliteratura Caimbé para dar apoio à Oficina de Poesia Falada que foi ministrada pelo Rodrigo Mebs. Fui feliz e voltei mais feliz ainda pois levamos um novo olhar sobre a literatura poética para os alunos da Escola Estadual Otília Sousa Pinto”
Selfie na selva: Edgar Borges, Brendo Vieira, Rodrigo
 Mebs e o professor José Vilson Martins Filho 




Então é isso, gente linda. O Coletivo Caimbé continua aí, na estrada sempre que as condições permitem, levando e articulando literatura e leitura para quem mora em Boa Vista e no Interior de Roraima. 
Até a próxima aventura!

 

Brendo Vieira © 2010

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